09/11/2009

aquele da adoção

todas férias era a mesma coisa... íamos na casa da minha tia no interior de sp. e era lá que com 5/6 anos eu CAUSAVA kkk
e numa dessas viagens eu encasquetei que o bebê da vizinha da minha tia era O MEU BEBÊ.
mais ou menos como a mulher do filme "a mão que balança o berço", sabe?
e era uma psicose mesmo - eu saía com ele de carrinho todo dia, brincava com ele, dava de mamar (mentira).
saía de carrinho, brincava, dava de mamar mas nem sabia o nome do meu filho, ops do bebê. tsc, que mãe é essa? quando me perguntavam o nome, eu dizia que era "meu filhinho" kkk
em contrapartida, até um pai eu arrumei para que meu filho, ops, o bebê não crescesse sem a presença de uma figura masculina - meu primo 5 anos mais velho, coitado kkk.

e foi um mês. exatos 31 dias de cuidados, atenção, carinhos, mamadeira e troca de fraldas (mentira). até então todo mundo estava achando esse meu comportamento "normal", coisa do tipo - ai que bunitinha, ela tem instinto materno com 6 anos!!!! ou seja, as pessoas não tinham noção do que estavam acontecendo comigo de FATO.

a coisa ficou preta mesmo na hora de vir embora prá sp... quem disse que eu me separava do meu filho, ops, do bebê? a mãe pedia o bebê de volta, minha mãe pedia o bebê de volta, minhas tias idem... e eu ali, impassível segurando o meu filho, ops. o bebê em meus braços.
meus olhos cheios de lágrimas (mentira, arregalados mesmo) e eu tinha que devolver o meu filho, ops, o bebê prá mulher que se dizia mãe dele, afff...
mas antes de devolvê-lo, eu tinha que garantir que meu filho, ops, o bebê ia ter um futuro, uma segurança, uma estabilidade financeira-emocional junto áquela mulher...
fui taxativa


só devolvo o meu filhinho se derem uma bicicleta prá ele!!!
WTF???
SIM, FUI BEM CLARA - SÓ DEVOLVO O MEU FILHINHO SE DEREM UMA BICICLETA PRÁ ELE!!!

entende-se "derem" como - se meu pai der...

não teve solução... prá eu devolver o meu filho, ops, o bebê meu pai teve que ir na loja de brinquedos da cidade e comprar um triciclo para uma criança de 1 ano.
e só assim voltei tranquila prá sp, afinal, quem tem um triciclo tem todo um futuro pela frente garantido não é mesmo?

26/08/2009

aquele da família macacos

quando eu era criança, eu tinha uma família de macacos de pelúcia. a mãe macaca, o pai macaco, e dois filhinhos. um menino macaco e uma menina macaca. e eu era meio sentimental com essa família, sabe? eu achava que eles sentiam dor, frio, falta um do outro, falta de mim... então eu tratava sempre de ONDE LEVAR UM MACACO, LEVAVA OS OUTROS. afinal, se um deles ficasse sozinho, imagina o sofrimento???

um dia eu estava brincando com todos eles, e a brincadeira consistia no seguinte: eu jogava eles pela janela, um de cada vez, e ia pegá-los todos depois. (eu gostava deles, mas eu era sádica fazer o que?)

e um, dois, trêêêêês - lá vai o pai macaco pela janela prá dentro da cozinha...
e um, dois, trêêêêês - lá vai a mãe macaca pela janela prá dentro da cozinha...
e um, dois, trêêêêês - lá vai a filha macaca pela janela prá dentro da cozinha...
e um, dois, trêêêêês - lá vai o filho macaco pela janela prá dentro da cozinha...

isso mil vezes, como era bom ser uma criança autista...

tudo estava indo bem, muito divertido até que...
cadê o filho macaco?

cadê o filho macaco, mãe?????
e procura daqui, procura dali e encontramos o filho macaco... mas antes não tivéssemos encontrado. ele estava fritando, na frigideira de óleo quente que estava em cima do fogão.
**drama**
ao tirar o filho macaco do óleo quente, nada restava dele. seus órgaõs (pelúcia) estavam todos prá fora, sua pele (paninho de toalha) estava toda deteriorada devido a alta temperatura do óleo.
engoli seco aquela cena, meu queixo tremia, meus olhos se encheram de lágrimas ao segurar o corpinho irreconhecível do filho macaco. olhei prá família macacos ali do lado, no chão e pensei:
fudeu
o pior foi ter que CONTAR prá família macacos o que tinha acontecido com filhinho amado deles... não contei, óbvio. e toda vez que eu olhava prá cara da mãe macaca era aquele drama... seus olhos de plástico pareciam toda hora me questionar... sua boca costurada de linha toda hora parecia me falar: "ASSASSINA!!!!!" isso na linguagem dos macacos, claro. (como era bom ser uma criança esquizofrênica)
não aguentando a pressão da familia macacos e sem coragem prá contar o que aconteceu, simplesmente parei de brincar com eles, na verdade eu não conseguia... rs
sem dar nenhuma explicação, a família macacos toda foi parar no fundo da caixa. e nunca mais foi tocado nesse assunto em casa.

aquele da foto que eu nunca tinha visto


é que ás vezes não é a gente que lembra da nossa infância. é a infância que lembra a gente...
ps: um doce prá quem me encontrar na foto :-)

13/05/2009

aquele de quando eu morri.

e se eu estou aqui, caro leitor, nem sei como te explicar.
*drama*


*música da igreja internacional da graça de deus*


*comercial*


oi, rs.
é que a vida na fazenda, sítio, matos e moitas é realmente muito perigosa.
que perigo na cidade o quê?? o que é um ladrão com um fuzil comparado à uma picada de aranha?
que perigo na cidade o quê?? o que é atravessar a 23 de maio comparado à uma colméia de abelhas africanas? *exagero*

mas assumo: éramos terríveis... meu primo, querendo brincar de desenho animado (!!!!) joga água em uma colméia de abelhas. corre. e se joga na piscina antes que as abelhas o alcance.
eu: jogo água em uma colméia de abelhas. me esqueço de correr e de me jogar na piscina.

claro que em menos de um segundo EU era a colméia de abelhas, com todas elas em cima de mim, me picando e zunindo em meu ouvido. depois disso, só me lembro de ter ouvido um grito ao longe:

nãoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
e logo depois, levo um empurrão e caio na piscina.
ou seja, foi por pouco.

foi tudo tão rápido, tive a sensação de passar a vida toda diante de seus olhos. ainda bem que eu tinha só 7 anos, era pouca coisa prá passar. kkk.
mas só sei que depois disso não posso nem ver abelhas, tenho pavor de abelhas, tenho ódio daquelas pessoas que vão na televisão e fazem barba de abelhas. nem mel eu tomo. pronto falei.

05/04/2009

aquele do "voltei"

quando eu era criança, eu ouvia as músicas do roberto carlos no toca fitas (kkkk) do carro do meu pai. gostava de todas, mas sentia medo de uma (guerra dos meninos, naquela parte que ele fala: "QUANDO EM MINHA PORTA ALGUÉM TOCOU / SEM QUE ELA SE ABRISSE, ELE ENTROU"
MEDA - ficava imaginando alguém entrando no meu quarto sem eu ter que abrir a porta. kkkk.
e hoje, prá simbolizar a volta do blog eu canto a música que eu ouvia quando eu tinha 5 anos. "EU VOLTEI, AGORA PRÁ FICAR..."

10/03/2009

aquele do fim

quando éramos crianças, o maior problema que poderia existir em nossas vidas era derramar "liquid paper" no caderno e fazer aquela cagada toda. (jesuismelivreeguarde)
mas o tempo passou, os problemas se tornaram outros além do liquid paper derramado no caderno, onde bastava-se apenas arrancar a folha e seguir em frente, escrever novas histórias.
por enquanto vou ficando por aqui, com a promessa que volto em breve. porque além de tudo é preciso ter inspiração. e com tantos liquid papers esparramados, fica um pouco complicado,
:-)
obrigado pelass visitas, pelos comentários sempre carinhosos e pelos novos amigos que fiz nessa minha infância redescoberta.

06/03/2009

aquele da sinceridade

(eu, encantada com o porta-jóias de minha avó) - vóóóóóóóó, me dá essas jóias??? *pisca os olhos freneticamente*
(vó) - querida, quando a vovó morrer você vai ficar com estas jóias.
(eu) - morre hoje, vó.